quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Impulso sobre a cegueira

Acham que eu fiquei cega e se agacham até mostrar o que não querem... o medo! O medo do erro, do que não se toca, não se compra, não se armazena pra usar depois. Medo de pegar a vida e transformá-la num dia atrás do outro, mas sendo quem é e não quem imagina que os outros vão gostar, achar rico, bonito, elegante.
Acham que estou cega e que um dia voltarei a enxergar, se é que um dia enxerguei com os olhos que eles queriam, eles e elas... sempre incomodei, sempre fui uma granada sem pino... e sempre temi que me olhassem como olham agora... cega? Sem ver um palmo a minha frente... mas feliz, viva como sou, dentro de mim!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

On... de pa... re pe... se se... me de... ei de... tu pa... re ce... sou!
Craque de deitar de costas a esperar uma ação mais contundente
De costas para o que me preenche e não me atinge sem vontade
Craque de ver de perto o que de longe não é nada
Além de palavras ditas pra impressionar
E se de longe não convoca brilho em seu calor
Se o suor não é bem vindo, vendo de perto como aquece
Fique aí, onde está!
Não verás o que enxergo de longe e de perto
Coisa minha que adormeço tentando descobrir mais sua.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Devo questionar o que me aquece?
Fogo de dentro, pele pousa devagar
Entra em casa e deita e dorme e ama
Acorda mais feliz em companheiro.

Aos dias e meses vai aprendendo
O caminho do prazer
Coloca mesmo em cheque
A solidão que se transforma em parceria

A alegria de poder ser o que quiser
A vontade de receber o convite
A proposta da reciprocidade.

Caso de alegria
Louca por um dia
Decidir ficar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Um sonho que se confunde com o real
Cheio de personagens e atitudes impensáveis
Cheio de lacunas de ontem
Cheio de contradições

O sim de hoje, o não que só é pensamento
Ontem e hoje casados, futuro incerto
Desejo que arde dentro de casa
Entre quatro cantos construídos por nós

Casa de vidro, telhas intactas
Casa de pedra, distante
Casa de rosa, pétalas quebradas

Teimo em pensar o incerto
Queimo por dentro sem saber
O que quero, o que mereço!
Esquisito mesmo o desgosto
Mesmo na boca perde a moral
Mesmo no peito escapa
A vontade fica querendo mais

Desgostei opaco lúcido
Quase fumegando de ódio
Por não me encontrar
Por não me contentar

Não enfrento medos por você
Enfrento por mim sozinha
Deito esperando uma volta

Um dia, quando a casa for de pedra
O teto resistir ao que vem de baixo e de cima
Durmo sem temer a quem está comigo

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Preciso dizer ao pé do ouvido
Só presta assim, ao vivo
Vivo como morto de vontade
Vivo como sinto...